Saltos altos, vestidos e lençóis

 

Permitam-me que me dê a conhecer mais um pouco e que vos diga que gosto de histórias. Por aqui é o que pretendo fazer. Ser uma contadora de histórias, que são minhas mas, também, podem ser vossas. Não se esperem histórias lineares. Esperem-se apenas histórias sentidas, que nada mais são do que experiências vividas. Não se espere uma escrita obediente a regras, porque a irreverência está-me no sangue. Vamos viajar no tempo, vezes sem conta, e voltar ao presente sem que se dê por isso. Sou de letras, sou de vida e sou sobretudo de emoções. Peço-vos apenas para se deixarem navegar ao sabor das palavras e sentirem no que vos fizer sentido.

Em tempos escondia o rosto atrás das palavras. Costumava dizer que não gostava que me lessem. Acredito que não gostava de me ler. Apenas porque não gostava do que lia. Apenas porque não gostava do que era. Hoje sinto um prazer enorme ao faze-lo. A ler e a que me leiam. Acredito que gosto de quem sou e gosto da imagem que tenho.

Um dia alguém me disse que agora que tinha entrado nestas “coisas” do desenvolvimento pessoal tinha de mudar a minha maneira de vestir, talvez, quem sabe, deixar os saltos altos e os vestidos e passar a usar umas longas e largas túnicas compridas mais ajustadas ao meio onde estava a entrar. De uma forma irreverente afirmo que se devem acabar com estereótipos e afirmarmo-nos num gosto muito próprio. Lençóis? Claro que gosto de lençóis mas nunca para usar como vestidos. O que eu gosto mesmo é deles numa cama acabada de fazer e, de preferência,  com uma boa companhia.

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Marta Leal

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