Parabéns Mónica!

Neste mês não pudemos deixar de premiar uma crónica que nos recordou exatamente aquilo que esperávamos ler quando lançámos esta rubrica: uma situação, uma “peripécia” da vida dos nossos leitores, onde a moda tivesse uma especial importância. Foi o que nos contou a Mónica Charrua, no texto que elegemos em Junho. Muitos parabéns e obrigado por nos ter feito sorrir com esta história!

Estávamos em 2007 e eu, enquanto finalista do secundário e fashionista, planeava o meu conjunto para o tão aguardado baile. A tendência desse ano era o cinza, os apontamentos metálicos e prateados. “O cinza é o novo preto”, diziam todas as revistas de moda. Escolhi o meu vestido à altura da ocasião e das disposições da moda – um vestido lindo cor de pirite, prateado, com apontamentos metálicos, e personalizei o meu outfit com leves detalhes púrpura (de acordo com a maquilhagem que iria usar).

Algumas semanas antes do baile, entre segredinhos e propostas originais, todas as minhas amigas começavam a receber convites por parte dos rapazes para o grande evento, e as que não recebiam começavam a desesperar. Como sempre me considerei uma rapariga despachada e independente, tomei a iniciativa de convidar o meu par. Assim que o meu par aceitou o convite, pu-lo a par dos detalhes do baile e dos planos de guarda-roupa. “O cinza é o novo preto” disse-lhe com um piscar de olho.

Encontrámo-nos no tão esperado dia à hora combinada e tamanho foi o meu espanto quando reparei que não só o meu par havia levado um fato preto e uma gravata vermelha, como também eramos o único par do baile cujo outfit não combinava. O meu olhar deve ter-me denunciado porque assim que cheguei ao fim da escadaria para dar o braço ao meu par, ele desmanchou-se em desculpas: “disseste que o cinza é o novo preto, mas eu sou um rapaz à moda antiga… E queimei a gravata cinzenta ao passa-la a ferro”. Perante tamanha explicação não tive como não me rir.

Hoje recordo a situação com carinho, afinal a moda deve ser a expressão da individualidade de cada pessoa mais do que uma ditadura de guarda-roupa. No final da noite, já sem os sapatos de salto alto, eu era a rapariga mais feliz do baile e nós o par que mais sucesso fez.

Muito obrigado também, como de costume, a todas as participantes, por darem sentido a este passatempo. Contamos ter muitas mais histórias para ler em Julho! Um beijinho a todas!

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