Big Girl Friendly

 

Até aos meus 18 anos, nunca fui uma seguidora assídua de tendências de moda. Permitia-me vestir apenas o que me servisse, pois nunca fui uma rapariga franzina. Enquanto as minhas colegas usavam vestidinhos e roupa justa, eu escondia-me atrás de calças de ganga rotas, de camisolas e t-shirts unissexo, e roupa escura.

Eram, e infelizmente ainda são, raras as lojas que tinham tamanhos grandes e a grande maioria, além de dispendiosas, dispunham de modelos que de modernos pouco tinham, com cortes nada favorecedores e com estampados berrantes que atraíam ainda mais o olhar precisamente para onde não queria que olhassem.

Qualquer mulher, seja ela baixa ou alta, gorda ou magra, de pele clara ou escura, quer e tem o direito de sentir-se bem na sua pele. Somos constantemente ‘bombardeadas’ com publicidade, revistas e tudo o mais, que nos incentiva a ganhar ou a perder peso, e a usar este ou aquele creme para prevenir o aparecimento das rugas. Não bastando a pressão dos nossos pares, a mensagem que a sociedade nos quer passar, é de que não somos suficientemente boas exactamente como somos, que só atingindo uma perfeição inexistente, seremos pessoas válidas, e a verdade é que nos esquecemos que até as fotografias das modelos das revistas são tratadas com Photoshop.

E aqui só para nós, se as modelos na passerelle fossem todas curvilíneas, ninguém prestaria atenção às roupas, certo?

A La Redoute, nomeadamente a Taillissime, atraiu-me de forma positiva há muito tempo. Oferece uma selecção de vestuário ‘big girl friendly’, que enaltece as curvas generosas de mulheres com o meu tipo de corpo, além de que foi uma das revistas de moda pioneiras a utilizar modelos plus size nas suas páginas, assegurando às clientes de que os cortes são indicados às suas curvas. Diria que boa parte do meu vestuário foi adquirida através da La Redoute. Algumas peças já têm uns anitos, mas continuam actuais e em bom estado.

Todos precisamos de mensagens positivas na nossa vida, e sem dúvida que a La Redoute ajudou-me a reconstruir um bocadinho da minha auto-estima e a dizer-me, ainda que indirectamente: “Hey! Não te enquadras nos modelos standard? Não faz mal!”

Texto de Jordana Góis | Leitora do Magazine de Tendências

Este texto é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

 

1 Comentário

  1. Nuno Gois - 28 Março, 2014

    Excellente artigo. A La Redoute foi pioneira em tamanhos grandes. Concordo plenamente

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