A moda que há em mim

 

Na maioria dos dias acho que não há nenhuma.

Aos 35 anos não sigo modas nem tendências. Sou seguida e empurrada pelos dias e pela força das tarefas e correrias que me acompanham.

Não há em mim qualquer pensamento estético matinal quando me visto. Não há tempo e existem outras duas pessoas para vestir. Por isso acho importante que no meu armário existam apenas peças com as quais me identifico particularmente e que sejam adaptadas ao meu estilo de vida. Depois a conjugação é uma tarefa fácil se a base estiver bem pensada.

Mas a realidade é um pouco diferente disto, tenho muitas peças que adoro, mas que raramente visto, pois já não se adaptam tão bem ao meu dia-a-dia como no passado.

Trabalho a partir de casa e tenho duas filhas. Passo o dia presa a um teclado de computador e na maioria das vezes não tenho de me ‘apresentar’ a ninguém. Confortável, não? Nem por isso.

Esta situação ‘caseira’ faz com que o nosso lado mais feminino e cuidado seja deixado de parte, empurrado para ocasiões especiais que quase nunca aparecem, e todo um desleixo se instala no nosso dia a dia, em que as passagens pelo espelho deixam de ser importantes.

Mas afinal para quem nos vestimos nós? Para os olhos dos outros ou para os nossos?

A forma como nos vestimos é a forma como nos apresentamos ao mundo, como queremos que os outros e nós próprios nos percepcionem. Elegantes, descontraídos, irreverentes, nada é por acaso, tudo tem uma razão de ser. E quando não estamos por fora como queremos estar por dentro, o desconforto é geral. Pelo menos para mim é.

Tudo isto para vos dizer que não sou uma especialista de moda, nem tenho qualquer pretensão de ser. Sou uma ‘rapariga como nós‘ e tenho, segundo algumas pessoas, um estilo irreverente e colorido que anda um pouco adormecido e desconfortável, por falta do cuidado que merece.

Aceitei o desafio da La Redoute para escrever neste blog e tudo isto é novo para mim. Não sei dar conselhos de moda nem tenho vontade de o fazer. Vou encarar isto como um desafio a mim própria, à minha imaginação e criatividade. Olhar para o catálogo da La Redoute, agitar e misturar e trazer-vos a minha visão, os meus pensamentos e ideias que podem ou não ser de moda, de estilo ou de estética.

Escrevo o meu blog há oito anos e ainda não tenho regras nem temáticas de escrita, porque não as sei seguir, por isso aqui não poderia ser muito diferente. Vou tentar trazer-vos as minhas palavras e imagens, de forma simples e genuína, tal como faria no meu próprio blog, porque acredito que são essas as que mais interesse têm de se ler e de se ver.

Espero que os meus posts possam trazer algum tipo de inspiração, vos façam rir, sorrir e raramente chorar (seria muito mau sinal!). Eu por aqui vou iniciar uma reorganização visual da minha vida, estética e mental, com o intuito de que menos e melhor será sempre mais.

Fiquem por aí que eu vou andar por aqui!

Sílvia Silva
silvia

10 de comentários

  1. Rita - 3 Dezembro, 2013

    Curiosa para ver as tuas sugestões! E foi uma grande ideia da La redoute!

  2. Virgínia - 3 Dezembro, 2013

    Que bom! Vou cá passar mais vezes para (também aqui) te ler! Um abraço!

  3. Teresa Chuva - 3 Dezembro, 2013

    Gostei imenso de ler.
    A parceria LaRedoute/Sílvia parece-me ser de sucesso!

  4. Sara Figueiredo - 4 Dezembro, 2013

    Enquadro-me tão bem neste texto. Está vida de “trabalho caseiro” dita muitas vezes as suas tendências ;)

    • Sílvia Silva - 10 Dezembro, 2013

      Olá Sara. Só quem está aqui deste lado, a trabalhar a partir de casa percebe que não é tão simples como pode parecer. Sim, a nossa vontade é determinante, mas depois temos toda uma panóplia de escolhas e condicionantes que fazem desta tarefa uma batalha pelo nosso estilo pessoal.

  5. Lígia Violas - 10 Dezembro, 2013

    Sem papas na língua e sempre cheia de estilo. Boa La Redoute! Parabéns Sílvia :)

  6. claudia - 10 Dezembro, 2013

    Olha a mim parece-me bem interessante esta parceria e identifico-me bem com alguns pontos do teu discurso! Não todos porque não consigo não ter o sentido estético em alerta de manhã logo, não tenho duas filhas, mas tenho um cão que espera por mim ansiosamente para sair de casa e a decisão do que vestir também tem de ser rápida. Como tu trabalho em casa e durante muito tempo senti-me a desleixar na vaidade, no sentido estético feminino… porque também não tinha propriamente de me apresentar a alguém durante o dia. Mas ainda assim comecei a sentir saudades da maquilhagem, do estar bem, de um brinco ou anel… qualquer coisa que me despertasse novamente o meu sentido feminino e estético. E por isso recuperei e agora estou nessa fase! Fico à espera do que se segue por aqui! Um beijinho!

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