A boneca de plástico na vitrina

 

Já se imaginaram como é ser a boneca branca de plástico das vitrinas? Paradas todo o dia, desconfortáveis mas, acima de tudo, bem-parecidas! Não deixa de ter piada pensar que tantas de nós fazemos o mesmo, principalmente em ocasiões especiais. Que atire a primeira peça de roupa quem nunca fez isto! Eu já, e faço normalmente em casamentos. Há que sofrer com os tacões e com o cabelo puxado que quase nos faz um lifting facial até ao fim da noite! Mas, pelo menos, estou bem-parecida!

Agora, no dia-a-dia a história é diferente. Queremos conforto, profissionalismo e uma consultora de moda para descobrir como podemos conseguir isso sem parecermos desleixadas. Sim, sim, talvez esteja a entrar em exageros mas decifrar os segredos do nosso corpo e o que podemos ou não usar saído das passerelles pode ser um confuso labirinto. Eu era (e confesso que ainda tenho vestígios) do tipo de pessoa que no geral, assim de longe, até está apresentável mas, ao pormenor via-mos blusas com buracos, calças com bainha por fazer, sandálias bonitas com mil pensos nos pés por causa das bolhas. Eu andava aos pulinhos em tempo de chuva e escolhia os melhores caminhos para andar consoante o estado das solas dos meus sapatos. É verdade, mas que desleixada! E depois apreciava os visuais das outras raparigas a pensar para mim que poucas pessoas conseguiam aquilo.

Ai ai, boneca de plástico, quantas vezes te cobicei! Hoje isto faz-me rir e, confesso, ficar um pouco envergonhada. Mas na moda é mesmo assim, vamos aprendendo com as tentativas completamente falhadas, como quando usamos uma peça de roupa da nossa mãe que não se identifica nada connosco, com a nossa idade ou com o nosso corpo.

Descobri, já tarde, e venho ainda descobrindo o quanto ter brio influencia o meu estar rotineiro. Desde os jeans que assentam na perfeição aos sapatos meticulosamente escolhidos há toda uma transformação revigorante. E os cabelos domados com paciência, o delineado teimoso e com vida própria, os brincos sóbrios e elegantes, as unhas frescas e metamorfoseadas… enfim! Se muitas vezes duvidei sobre a importância de parecermos bem, cada vez mais compreendo a necessidade de manter uma boa aparência. Faz parte do ritual de cuidarmos de nós próprias e, confessemos, sabe tão bem olhar ao espelho e pensar “Estou bonita”. Por isso meninas e senhoritas mimem-se muito, de forma única e tão especial como vocês são e, claro, com a La Redoute. Sejam as novas bonequinhas, reais e fora de quatro paredes e, acima de tudo, confortáveis com o vosso corpo e com vocês próprias.

Texto de Ana Gomes | Leitora do Magazine de Tendências

Este texto é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

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